O primeiro passo sempre é fazer um correto diagnóstico e ver se realmente você tem indicação de realizar a cirurgia ortognática. Após fechado o diagnóstico, na grande maioria dos casos, é necessário realizar um tratamento ortodôntico prévio para alinhar e nivelar os dentes para que durante a cirurgia consigamos um melhor posicionamento dos maxilares.

Esse período de tratamento ortodôntico, prévio a cirurgia, vai variar de um paciente para outro, podendo durar de 4 meses a 1 ano.

Após finalizado o preparo ortodôntico faz-se necessário a solicitação de exames laboratoriais e uma documentação para o planejamento do seu caso (fotos, radiografias, modelos de gesso e uma tomografia), pois sabemos que cada caso tem sua particularidade e deve ser planejado de forma minuciosa.

Com essa documentação em mão iremos realizar todo o planejamento, para que o paciente possa aprovar, confeccionar os guias para a cirurgia e ai sim o paciente estará pronto para realizar a cirurgia.

E não podemos esquecer que antes da cirurgia o paciente precisará passar por uma consulta com a fonoaudióloga ou fisioterapeuta, nutricionista e anestesista, pois dessa forma, com uma equipe multidisciplinar, conseguimos proporcionar ao paciente um melhor trans e pós-operatório.

Para explicar como tratar o prognatismo, primeiramente é preciso entender o que ele é!

O prognatismo é um termo utilizado para classificar um osso que se desenvolveu além do que ele era pra ter se desenvolvido, ou seja, isso pode ocorrer tanto na maxila quanto na mandíbula, e quando o paciente apresenta essa condição muito provavelmente ele precisará de uma correção orto-cirúrgica.

O tratamento propriamente dito vai desde o preparo ortodôntico pré-operatório até a realização do procedimento cirúrgico, que na maioria dos casos é necessária sua realização tanto na maxila quanto na mandíbula, para que dessa forma consigamos posicionar os ossos em uma posição mais harmônica, propiciando melhor funcionalidade e estética.

Essa é uma classificação de posicionamento dentário, o qual reflete bastante também no perfil do paciente, devido ao posicionamento inadequado dos ossos maxilares.

O paciente Classe II normalmente é aquele que apresenta um hipodesenvolvimento da mandíbula e o Classe III é aquele que apresenta um hipodesenvolvimento da maxila associado ou não a um hiperdesenvolvimento mandibular, ambos os casos precisam ser bem avaliados para se ter uma indicação de tratamento cirúrgico.

Atualmente, com o avanço das técnicas cirúrgicas e novas tecnologias, o período pós-operatório se tornou muito mais confortável para os nossos pacientes, visto que o trauma cirúrgico vem sendo bem menor, o tempo da cirurgia também é diminuído, o controle anestésico, acompanhamento com nutricionista, fisioterapeuta e fonoaudióloga no pré e pós-operatório, ou seja, todos esses pontos elencados vem para agregar ainda mais ao paciente para que ele tenha um pós-operatório mais tranquilo e retorno mais precoce a sua atividades.

Hoje muita coisa mudou em relação aos procedimentos de cirurgia ortognática que eram realizadas no início dos anos 2000. O material de fixação se tornou bem mais resistente, com o advento das placas de fixação, o planejamento é totalmente realizado por computador, em softwares específicos, o que nos dá uma melhor previsibilidade do tratamento, a confecção de guias cirúrgicos também realizado por softwares e o advento de técnicas menos atraumáticas, como a cirurgia ortognática minimamente invasiva, e protocolos terapêuticas para diminuição do edema pós-operatório.

O valor da cirurgia ortognática vai muito além do preço financeiro a ser pago pelo tratamento, visto que o paciente irá mudar totalmente sua qualidade de vida, autoestima, função mastigatória, respiração, fala e etc.

Já o preço desse procedimento irá depender muito do diagnóstico do paciente e o plano de tratamento orto-cirúrgico, por isso sempre é importante realizar uma consulta prévia para que possamos avaliar o seu caso e a partir daí poder propor um orçamento para o seu tratamento.